Receber o diagnóstico de câncer de mama costuma gerar muitas dúvidas sobre o tratamento. Entre elas, uma das mais frequentes é se será necessária uma cirurgia e qual procedimento será mais adequado.
A resposta depende de diversos fatores, incluindo o tamanho do tumor, sua localização, as características biológicas da doença, o comprometimento dos linfonodos, a presença ou não de metástases e as preferências da própria paciente.
Por isso, o tratamento cirúrgico deve sempre ser planejado de forma individualizada, integrando segurança oncológica, preservação da imagem corporal e qualidade de vida.
Quando a cirurgia é indicada no câncer de mama?
A cirurgia faz parte do tratamento da maioria das pacientes com câncer de mama localizado.
Seu principal objetivo é remover completamente a doença presente na mama e, quando necessário, avaliar o comprometimento dos linfonodos da axila.
Dependendo do estágio do câncer, a cirurgia pode ser realizada:
- Como primeiro tratamento;
- Após quimioterapia neoadjuvante;
- Em conjunto com outras modalidades terapêuticas;
- Como parte do controle de sintomas em situações específicas de doença avançada.
A definição da estratégia cirúrgica acontece após uma avaliação detalhada realizada pelo mastologista e pela equipe multidisciplinar.
Quais são os principais tipos de cirurgia para câncer de mama?
O tratamento cirúrgico do câncer de mama exige uma avaliação individualizada, considerando não apenas as características do tumor, mas também as expectativas, o momento de vida e os objetivos de cada paciente.
Por isso, o Dr. Bruno Salvador prioriza indicações cirúrgicas precisas e baseadas em evidências científicas, evitando procedimentos mais extensos do que o necessário.
Sempre que possível, busca realizar cirurgias conservadoras associadas a técnicas de oncoplastia, permitindo a retirada completa do tumor com preservação da forma e da harmonia das mamas.
Quando a mastectomia é a melhor opção, o planejamento é realizado com técnica refinada, combinando segurança oncológica, reconstrução mamária e atenção aos resultados estéticos.
Todo o tratamento é conduzido de forma integrada com oncologistas clínicos, radio-oncologistas, cirurgiões plásticos e demais profissionais envolvidos, garantindo uma abordagem multidisciplinar e personalizada em cada etapa do cuidado.
Atualmente, existem duas abordagens cirúrgicas principais.
Cirurgia conservadora da mama
A cirurgia conservadora consiste na retirada apenas do tumor, juntamente com uma margem de tecido saudável ao seu redor.
Também conhecida como quadrantectomia ou setorectomia, essa técnica preserva a maior parte da mama e costuma ser indicada para tumores em estágios iniciais, quando existe segurança para manter o tecido mamário remanescente.
Na maioria dos casos, a cirurgia conservadora é complementada pela radioterapia.
Estudos demonstram que, quando corretamente indicada, apresenta taxas de controle da doença e sobrevida equivalentes às da mastectomia.
Mastectomia
A mastectomia consiste na retirada completa da mama e pode ser necessária em situações como:
- Tumores extensos em relação ao volume mamário;
- Presença de múltiplos focos tumorais;
- Recidiva após tratamento conservador;
- Alguns casos de predisposição genética;
- Situações em que a paciente opta por essa abordagem após esclarecimento médico.
Atualmente, diversas técnicas permitem preservar a pele e, em alguns casos, o complexo aréolo-papilar, favorecendo a reconstrução mamária.
Como é feita a avaliação dos linfonodos da axila?
Além da mama, é importante avaliar se houve disseminação da doença para os linfonodos axilares.
Essa análise faz parte do estadiamento do câncer e ajuda a definir tratamentos complementares.
Biópsia do linfonodo sentinela
É o método mais utilizado atualmente.
Consiste na identificação e retirada do primeiro linfonodo que recebe a drenagem da mama.
Quando esse linfonodo não apresenta células tumorais, geralmente não há necessidade de remover outros gânglios, reduzindo significativamente o risco de complicações, como o linfedema.
Esvaziamento axilar
Em situações específicas, pode ser necessária a retirada de um número maior de linfonodos da axila.
A indicação é individualizada e depende das características da doença e dos tratamentos realizados anteriormente.
Reconstrução mamária
A reconstrução mamária é parte fundamental do tratamento de muitas mulheres submetidas à mastectomia.
Ela pode ser realizada:
- Imediatamente, na mesma cirurgia da retirada da mama;
- Em um segundo momento, após a conclusão dos tratamentos.
A escolha da técnica depende de fatores como características corporais da paciente, necessidade de radioterapia, condições clínicas e expectativas pessoais.
Falamos mais sobre a cirurgia de reconstrução mamária no nosso site (link para o texto).
Como é a recuperação após a cirurgia?
A recuperação varia conforme o tipo de procedimento realizado. De forma geral, as pacientes recebem orientações sobre:
- Cuidados com curativos;
- Manejo de drenos, quando necessários;
- Controle da dor;
- Movimentação do braço;
- Prevenção do linfedema;
- Retorno gradual às atividades diárias.
O acompanhamento próximo da equipe médica é fundamental para garantir uma recuperação segura e identificar precocemente qualquer intercorrência.
Dr. Bruno Salvador: especialista em tratamento cirúrgico do câncer de mama
O Dr. Bruno Salvador é mastologista especializado no diagnóstico e tratamento cirúrgico das doenças da mama, com atuação focada no câncer de mama, cirurgia oncológica mamária, oncoplastia e reconstrução mamária.
Graduado pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), realizou residência em Ginecologia e Obstetrícia na própria instituição e posteriormente especializou-se em Mastologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
É Médico Assistente do Setor de Mastologia do Hospital das Clínicas da USP, com atuação no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), um dos principais centros de referência em oncologia do país.
Também possui Fellowship em Oncoplastia e Reconstrução Mamária, é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Mastologia e Doutorando pela Faculdade de Medicina da USP.
Sua prática combina excelência técnica, atualização científica contínua e um cuidado individualizado, conduzindo cada paciente com clareza, segurança e respeito em todas as etapas do tratamento.

